O Coro Químico de Maxwell-Stuarté um livro potencialmente útil sobre a história da alquimia desde suas raízes na China antiga e no Egito no século IV dC até o século XX. Tem vários méritos. Em primeiro lugar, ele divide um assunto complexo – o estudo da natureza por meio de experimentos com produtos químicos – em dez capítulos de fácil leitura. Da China e Índia antigas ao Egito romano (capítulos um a três), procedendo ao mundo islâmico na Idade Média, onde a Europa medieval adquiriu muito do que a alquimia ocidental veio a ser (capítulos quatro e cinco), Maxwell-Stuart leva o leitor a um jornada fascinante. Ele então dedica três capítulos ao início do período moderno. Este foi o apogeu da alquimia ocidental, bem como o início de seu declínio após a ascensão da química moderna. Os dois últimos capítulos são sobre a alquimia desde a revolução científica. O livro termina com o fascínio do século 20 pelo ocultismo, bem como com a descrição de experimentos químicos que foram realizados com sucesso na década de 1960 e que transformaram em ouro a matéria-prima. O leitor que sempre se interessou pela alquimia e ainda não leu a história do assunto encontrará no "O CORO QUIMICO" um divertido ponto de partida. O estilo de Maxwell-Stuart é assertivo e leve, típico de livros populares de ciência, em vez de trabalhos acadêmicos. De fato, ele próprio desaprova o hábito de alguns acadêmicos de denegrir a divulgação científica (“O espírito de condescendência acadêmica, ao que parece, estava vivo e ansioso para patrocinar” (p. 159)). Ele faz isso com tanta frequência que o leitor ficará tentado a esquecer que Maxwell-Stuart também é um don.